venerdì 2 dicembre 2011

De neve nada sei, de sol também

De neve nada sei, de sol também,
de milhares de sossegos acordados,
da subida do teu rosto atrás dos ombros,
da mão ardente, da vista da sacada
nada sei.
Ponho palavras como coisas feitas:
só entre elas, enquanto jogam, leves,
seu rodado sem cor nem qualidades,
minha ciência existe, e já não minha,
ou só tão minha como tua e delas,
ar entre os dedos, sumo de verdades.

1 commento:

  1. Di neve nulla so, neppur di sole,
    di migliaia di ridestate calme,
    dell’apparir del tuo viso alle mie spalle,
    della mano ardente, della vista dal balcone
    nulla so.
    Metto parole come cose fatte:
    solo tra loro, mentre lievi muovono
    ingranaggi senza qualità o colore,
    la mia scienza esiste, e ormai non mia,
    o solo mia come tua e loro,
    aria tra le dita, succo di verità.

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